“Mercado de trabalho exige novo perfil de profissional, saiba como se atualizar”

07-11-17 FIG 0 comment

A saída para sobreviver no mercado é aceitar que ele mudou e tem outras exigências. Amplo, dinâmico e globalizado, valoriza profissionais que se reinventam.
   O mercado de trabalho mudou e ele se impõe ao exigir um novo perfil de profissional: aquele que está em constante mutação. A crise, a recessão, o fechamento de postos de trabalho, a queda de contratações via CLT, a globalização, o aumento do empreendedorismo (muitos por necessidade), tudo isso se apresenta em um momento de transição em que é fundamental para o trabalhador buscar um novo modelo de carreira que o prepare para o futuro, que já bate à porta. Exceto áreas específicas, esqueça o tempo de ser especialista em uma única área da sua formação. Esse tempo acabou. Hoje, o profissional disputado pelas organizações é o que consegue ser multitarefa em um mercado em frequente mudança. Se ainda não enxergou que o cenário é outro, é melhor abrir os olhos.
Amir El-Kouba, professor de gestão de pessoas em MBAs da Fundação Getulio Vargas/Faculdade IBS e consultor empresarial, afirma que se tem algo de positivo em toda essa crise é que “foi feita uma releitura do mundo do trabalho por parte do profissional à revelia da nossa legislação trabalhista. Formaram-se MEIs (microempreendedor individual), profissionais se associando a outros profissionais para prestar serviço, contratos temporários, consultores, técnicos associados, enfim, uma nova reconfiguração”.     O alerta de Amir El-Kouba é que esses novos modelos de trabalho e de renda não são de ordem situacional, mas uma tendência para a cultura brasileira. “O Brasil sempre foi um país empreendedor, com uma legislação que impede maior salto, o que precisa mudar para a evolução ocorrer”, diz. Um otimista, o professor enfatiza que o bom nesta crise é que todas essas questões e temas são analisados de formas mais sérias e menos emocional”.   Amir El-Kouba avisa que as tendências vieram para ficar. “As transformações da carreira individual e no mercado de trabalho, um outro modelo na relação com o trabalhador, são um caminho sem volta. É a percepção mais clara que a globalização determinou 30 anos atrás.” Outro ponto de transformação para o qual o professor chama a atenção é o encurtamento das distâncias proporcionado pela globalização (e a tecnologia), inclusive para o nível mais básico de trabalhadores.

     O consultor empresarial destaca também a seriedade de reformas neste sentido, incluindo o discurso da terceirização e a negociação mais livre entre empregador e empregado. E ele ainda chama a atenção para o profissional de hoje (pelo menos uma parcela) que já resolveu reavaliar e requalificar sua carreira. “É aquele profissional que tinha experiência e linha de trabalho dentro da TI e saúde e agora resolveu fazer uma pós de gestão empresarial. Decide ampliar sua visão financeira e abre novo campo de atuação. É assim que o trabalhador do futuro tem de pensar e agir. Investir em uma área complementar, ainda que diferente da sua formação, mas que consiga uma aproximação, para potenciar o currículo. Essa é uma visão estratégica com foco na ampliação do mercado”, avisa o professor.

Portanto, ainda que a recuperação do emprego ocorra (ela virá de maneira lenta e gradual), Amir  enfatiza que a retomada do emprego será diferente, terá uma nova redefinição. E ele aponta dois caminhos: em primeiro lugar, possibilidades maiores de cargos porque o profissional se tornou mais capacitado; e em segundo, a migração para áreas que tenham maior demanda.                                                                                                 EXPERIÊNCIA Com toda essa revolução, a experiência do profissional ainda mantém grande importância? Ela basta? É a principal ferramenta para sobreviver ao cenário de transformação? Para Amir El-Kouba, logicamente que a experiência profissional continua sendo extremamente importante mas, isoladamente, não é mais suficiente. Agora, o profissional precisa se capacitar para ampliar sua visão tanto para dentro como para fora da empresa. “Tem de ir além da qualidade e do comprometimento com seu processo de trabalho, percebendo a interdependência entre as suas atividades e a de outros profissionais e processos dentro da organização, com efetivo impacto no negócio.”
O professor alerta que o profissional com anos de carreira precisa, também, estender sua visão para além das paredes da empresa, para um cenário externo competitivo e em constante mudança, considerando as ações da concorrência, conhecendo novas tecnologias e reconhecendo o impacto das suas ações no meio ambiente e na vida das pessoas. “Para conseguir essa nova condição, tem de transcender ao exercício profissional puro e simples. Este novo mercado exige, além da experiência profissional, uma boa capacitação e aperfeiçoamento técnico. Uma enorme competência emocional e uma visão estratégica que permita o alinhamento entre aquilo que ele faz como profissional com aquilo que ele é como ser humano.”                                                                       FONTE: www.em.com.br


Leave a reply


*